ÁREA RESTRITA DO ASSOCIADO

O evento aconteceu na sede da FUNDACENTRO, em São Paulo, com a presença de empresários, médicos e engenheiros.

Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho (ABRESST) realizou, na manhã da última sexta-feira (24), um congresso de especialistas para discutir a terceirização sob as perspectivas dos profissionais da Saúde e Segurança do Trabalho. A entidade civil, de caráter profissional e sem fins lucrativos, está presente em todo o Brasil e tem objetivo de reunir e representar as empresas do setor. Ao todo, sete especialistas, entre médicos e engenheiros, falaram sobre a importância do encontro.

O debate sobre a Terceirização é comum nos âmbitos políticos e empresariais. Entretanto, pleitear essas práticas que visam à redução de custo e o aumento da qualidade, direcionando para Saúde e Segurança do Trabalho, ainda necessita de atenção. O engenheiro ambiental e de Segurança do Trabalho Eduardo Belarmino, que abriu a sequência de palestras, apresentou um relatório com panorama de prevenção em acidentes de trabalho em que os números, só em 2017, ultrapassaram 294 mil acidentes do trabalho, somente na cidade de São Paulo. “Debater a Saúde Ocupacional no Brasil é extremamente necessária. Quando falamos em âmbito brasileiro, as empresas perdem mais de 3.800 profissionais por não conter um direcionamento correto”, afirma Belarmino. O engenheiro afirma que encontros e debates, como o realizado pela ABRESST, são extremamente necessários para que corporações passem a ter novos olhos ao segmento.

Para o presidente da Associação, o Dr. José Carlos Dias Carneiro, a Terceirização deve ser usada em larga escala por grandes corporações e, quando colocamos a saúde ou a segurança do trabalho em pauta, o contexto se torna muito mais necessário. “A criação de um panorama de prevenção em acidentes de trabalho deve ser levantada para criar estratégias para saúde ocupacional, por exemplo. A ABRESST recomenda que se intensifiquem práticas para que empresas recebam certificação de qualidade quando cumprem as normas de segurança necessárias e elencadas nas diretrizes do Programa de Selo de Qualidade ABRESST”, diz Carneiro.

O Selo de Qualidade ABRESST define o método de implementação adequado para a empresa, através de um diagnóstico e planejamento com auditoria realizada por uma Certificadora Internacional e independente, a APCER. Assim, a recomendação ética é implementada na auditoria do SQA e a empresa passa para outro estágio de qualidade no mercado. Ou seja, a instituição é orientada sobre normas e legislação, subindo um degrau do profissionalismo seguro.

A enfermeira Angélica Guglielmi, formada pela Universidade de São Paulo (USP) e Presidente do Conselho da ANENT – Associação Nacional de Enfermagem do Trabalho, levantou pontos de uma geração cibernética que, assim como a Terceirização e melhor capacitação dessas pessoas, passa a ser um ponto importante no debate de saúde no Brasil. “A eletronização na qual a nanotecnologia e os robôs passam a ter competências de criar tarefas cornificas simplificadas e até tomada de decisão, é a tendência corporativa. A legislação da terceirizada, que traz essa responsabilidade pela remuneração correta das pessoas, tem que focar também na busca pela equidade neste aspecto para melhor capacitar este funcionário terceirizado”, diz Guglielmi.

Por: Jornalista Lucas Lissa

 

Download:

Terceirização ABRESST  MT Mercado - Mario Bonciani.ppt

Palestra ABRESST - Eduardo Belarmino.pptx

Fonoaudiologia do trabalho - João Carlos Foganholo.pptx

As Perspectivas dos Profissionais da Saúde e Segurança do Trabalho sobre a Terceirização - Angélica Gugliemi.pptx

 

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